domingo, 19 de dezembro de 2010

passaram-se oito horas mais cedo quando eu vi ela chegando na estação,
eu estava com meus braços apoiados no banco vendo meu medo vencer,

a solidão.

sábado, 11 de dezembro de 2010

ela já não é mais a mesma
olhar ela já não é belo
por entre os ventos ela foi,
segurando em suas mãos
a minha morte
primeiro de uma gaivota
depois minhas mãos pequenas

eu segui adiante e vi o que estava preso nos meus olhos
eu passei por escolhas e vi vias de becos apagados na luz da manhã
só pra saber por dentro como deve morrer  um amor,

e foi isso q ficou  em mim,

um amor oculto.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

ao nascer lindas borboletas com hálito de café,
na praça castro Alves, acordávamos cheios de remelas,
ah! aquelas remelas..
Nas mãos a esperança de nunca ter linhas brancas
sorrindo enfrente a janela antiga do quarto verde
com o ferro marrom da estação do trem azul-
enganando os metais, de um átomo inútil
implacável na frieza, dissimulando alegria
comendo frutas secas num capricho de casal
nas caminhada incessantes pela cidade ia na delicadeza do seus passos
por entre jardins e parques, encostados a sombra gelada
que fazia sua alma

...

havia eu, um amor, uma neurose e toda tonalidade do azul.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

terça-feira, 19 de outubro de 2010

a âncora devolveu toda a febre ao mar
e na estranha sala do meu quarto
avistei novos marinheiros
são meninos rockqueiros
que avista a lua

como a luz nos olhos
quando  vem do amor
pra tocar o som do coração
das músicas que são feitas do,

perdão.




recolhe a âncora do mar,
é hora de partir..

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

quem na alma lateja o pensamento
de quem conhece o vento partindo
para dizer amor,

é hora!

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

tudo é amor

meu rosto com o seu

Seus
braços
para
o meu

coração.

a vida vai acabar
num sertão azulzinho


eu vou indo,

com o clarão do dia
com o clarão do  amor
tudo é amor

estou me preparando para nascer,

espero.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

pela noite, procurei e não encontrei,
procurei o amor do meu coração e não encontrei
segui o sabor do vento pelo campo e não encontrei,
ela não sabe que eu a amo,
mas o homem nasce para o amor
eu só quero repousar sobre seus seios
beija-la com os beijos de sua boca!

arrasta-la sobre o meu corpo sem sair do chão
,
M.A.

domingo, 5 de setembro de 2010

volto a sorrir com as flores, eu e meu pai
meu corpo está alegre e sadio
junto ao jardim,

sobre as paixões?

nunca tive no passado
sinto falta de um beijo delicioso
nesses dias que sou eu.

volto a sentar com meu pai
meu copo está cheio e firme,
sem ninguém para me segurar
participo da minha alegria
festejando com o sol,

a vida só é vida
quando estamos
juntos,

para-eternidade.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

do infinito ao coração, falam que é esse o caminho do amor,
(...)
e ontem eu me deitei com uma bela jovem, depois de uma xícara de café
e debaixo dela, sua sombra fez sobre mim,
foi quando a chuva cessou e no jardim que estávamos
lindas flores de primaveras cantavam com as aves
chegou Setembro,
o meu Setembro
sou filho da música
porque as oliveiras estão em flor
é Setembro,
de noite
no meu leito,
.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

de que razão eu precisaria,
Pushkin, Dostoievski, Gogol
P.Neruda, F. Pessoa ou Machado de Assis.
Não ou talvez sim!!!
um amigo me alertou quando me viu com aquela hippie
e suprimido de cegueira já tinha perdido a visão
e assim eu conheci o infinito
com toda tonalidade do,
azul e do preto
lutei pelo vento
como luto pela democratização da cultura
e de todos os  elementos do romantismo,
mas me prenderam, e no fundo de uma cela
eu fugi para dentro do meu coração
segurando no dente 12 dias de prisão


escrevo pra sarar
minha dor,

saúde.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

o que seria de mim, sem aquele sorriso
sentia os meus olhos, nesses dias  de Agosto
meu coração alegre
não chorava mais
no meu último sonho,
de não pertencer,

ninguém.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

O vôo de uma borboleta.

enquanto os homens brincavam com os gatos
meus pássaros voavam mais alto,
e eu só pensava em você
quantas saudades eu senti dentro de mim,
primeiro de uma borboleta, depois de uma tampa,

no limite da minha dor.


..

aquele era eu,
que trazia no ventre,
o caminho que vinha do céu
anunciando o começo do fim.
.